sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

loucas de pedra.

Toda mulher é doida. Impossível não ser. A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa desde cedo que, sem amor, a vida não vale a pena ser vivida, e dá-lhe usar o nosso poder de sedução para encontrar the big one, aquele que será inteligente, másculo, se importará com nossos sentimentos e não nos deixará na mão jamais. Uma tarefa que dá prá ocupar uma vida, não é mesmo? Mas além disso, temos que ser independentes, bonitas, ter filhos e fingir de vez em quando que somos santas, ajuizadas, responsáveis, e que nunca, mas nunca, pensaremos em jogar tudo pro alto e embarcar num navio pirata comandado pelo Johnny Depp, ou então virar loura e cafetina, ou sei lá, diga aí uma fantasia secreta, sua imaginação deve ser melhor que a minha.
Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos.
Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota.
Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só se for louca de pedra.


- Martha Medeiros

mulher boazinha

Qual o elogio que uma mulher adora receber?
Bom, se você está com tempo, pode-se listar aqui uns setecentos:
mulher adora que verbalizem seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente, e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter e um corpo que é uma provocação,
e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,
da sua aura de mistério, de como ela tem classe:
ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter o cargo vai depender da sua
perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe,
que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades,
que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade,
seu bom gosto musical.
Agora quer ver o mundo cair?
Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha.
Voz fina, roupas pastel, calçados rente ao chão.
Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja,
cuida dos sobrinhos nos finais de semana.
Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor.
Nunca teve um chilique.
Nunca colocou os pés num show de rock.
É queridinha.
Pequeninha.
Educadinha.
Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos.
Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas.
Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos.
A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas,
crucifixo em cima da cama, tudo certinho.
Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um
desejo incontrolável de virar a mesa.
Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes,
estrelas, profissionais.
Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen.
Ser chamada de patricinha é ofensa mortal.
Pitchulinha é coisa de retardada.
Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa.
Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo.
As boazinhas não têm defeitos.
Não têm atitude.
Conformam-se com a coadjuvância.
PH neutro.
Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções,
é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas,
apressadas, é isso que somos hoje.
Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos.
As “inhas” não moram mais aqui.
Foram para o espaço, sozinhas.
Martha Medeiros

terça-feira, 13 de setembro de 2011

se feliz na juventude..

Desbanque-se, desarme-se, desça do salto uma vez, não estamos em uma guerra muito menos na era medieval para andarmos com armaduras e blindagem o tempo todo.
Permita-se.
Deseje.
Corra de pés descalços de vez em quando, aja como ser humano e não como máquina.
Economize suas forças para os momentos em que forem realmente necessárias ao invés de desperdiçá-las atoa.
E a felicidade com certeza estará contigo.

domingo, 11 de setembro de 2011

assim..

Muitas vezes é preferível se fechar, viver um contos de fadas em um fantástico mundo só nosso à viver em um mundo suburbano onde não se sabe quem é de verdade e quem é de mentira, pelo menos aqui nesse meu circulo pequeno eu sei q todos são como são, de carne e osso, alma e coração.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Homofobia, violência contra mulher, violência contra animais, exploração sexual, exploração infantil.. Todos sabemos que um mundo perfeito é uma utopia, mas não podemos ver tudo isso ao nossos redor e fingirmos q simplesmente nada está acontecendo,quanto mais o ser humano evolui em termos tecnológicos maior é a sua ignorância em relação a ele mesmo, fechar os olhos pras barbaridades é renegar à vida.. Toda forma de vida tem valor, respeite-a

quinta-feira, 28 de julho de 2011

um por um.

E aos poucos, os diamantes são separados dos vidros...
É difícil a escolha afinal há alguns vidros que são tão idênticos a diamantes que passariam como tais despercebidos, mas aquele olho perito encontrou lá no fundinho a falha de caráter que vai distinguir.
Não existem seres humanos perfeitos, embora estejamos incessantemente à procura destes. O que existem são pessoas muito próximas a perfeição, como isso? Pessoas que possuem seus valores...
A perfeição a qual me refiro não é aquela utópica de seres completos e que não erram, pelo contrário, perfeitos são aqueles que erram e sabem aprender com seus erros, aqueles que possuem valores íntegros e morais, que não se compram nem se vendem, que possuem a sua própria opnião, que batalham pelo que querem e q não deixam seus valores de lado, seres acima do comum, sinceros e de boa índole.
A primeira vista parece besteira pensar q pessoas com essas qualidade sejam raras, mas por pior q pareça são mais raras do q se imagina.
Estamos vivendo em uma época onde um quer acabar com o outro só para se dar bem, se vendem a qualquer preço, mentem o tempo inteiro, temos os olhos cegos de uma ganância descontrolada e continuamos achando q estamos em perfeita harmonia.
Queremos pessoas verdadeiras... Seres humanos, não animais.
Vc já parou para selecionar seus diamantes hj?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quando um dia nasce o outro acaba.

É engraçado como nós, seres humanos, nos comportamos diante da perda.
Esperniamos, choramos, batemos pé e nos arrasamos, seja por um amor/amizade perdida ou pela morte.

Fazemos uma tempestade pq não queremos que de maneira alguma q aqueles de q gostamos partam, temos aquela necessidade de termos sempre todos ao nosso redor como se os mesmo pertencessem a nós, o q na verdade é apenas uma possessão ilusória.
Um bom dia tem que acabar pra um mais lindo ainda nascer, tudo que vem um dia vai, tudo que nasce morre, tudo que tem um início também tem um fim. Esquivando-se da ilusão de que tudo é eterno também estamos fugindo do sofrimento, muitas vezes desnecessário. Tudo tem um propósito, ao querermos q o mundo ande como gostariamos só estamos fazendo com q as coisas piorem e soframos sem razão...
Nada é eterno, pessoas não são eternas. Eterno apenas é o nosso amor por aqueles que partiram cedo demais e não puderam se despedir...